Containers em terminal portuário

Como montar uma equipe de motoristas autônomos de qualidade?

Por Gustavo Tischer

 

No artigo anterior, falamos sobre as vantagens e desvantagens de se trabalhar com uma frota terceirizada. Neste, vamos falar sobre como montar uma equipe de autônomos de qualidade.

A importância de uma transportadora ter bons motoristas autônomos (TAC)

A forma como o programador de operações de uma transportadora lida com os caminhoneiros autônomos que compõem sua frota é metade do trabalho para construir um grupo de motoristas competentes e de confiança.

Para estabelecer uma relação de parceria, respeito e fidelidade, o operacional deve ser claro, transparente e flexível. 

Como estabelecer um bom relacionamento com os motoristas autônomos?

Clareza, firmeza e objetividade são necessárias para transmitir todas as informações pertinentes ao frete para o caminhoneiro de forma rápida e precisa. Para que assim se minimize margens para dúvidas e necessidade de renegociações das condições após iniciada a operação.

Além disso, flexibilidade social faz-se necessária, pois, como qualquer ser humano, cada caminhoneiro possui um perfil comportamental: alguns são mais ponderados e racionais, outros são temperamentais e imediatistas.

Possuindo cada um sua particularidade, esses fatores devem ser lembrados e respeitados para manter um nível de relacionamento profissional positivo. Dessa forma, a operação de transporte se torna mais fluida e menos estressante para todos. 

Por falar em “stress”, este é um ponto importante.

Um carreteiro menos estressado é um carreteiro pré-disposto a atender as demandas da transportadora e do importador/exportador, e também, entendendo possíveis imprevistos que ocorrem no dia a dia das operações e tendo mais chances de ser “fidelizado”.

Afinal, trabalhar com quem conhecemos é sempre melhor do que com desconhecidos. 

Melhorando a comunicação no transporte de cargas

Com a tecnologia, a comunicação também ficou mais ágil e fácil, sendo muito comum a utilização de WhatsApp para troca/registro de mensagens e envio de fotos (com números de containers, placas de veículos e lacres), e até mesmo para descontrair em certos momentos.

Dessa forma, podemos ter uma melhor convivência e conhecer mais a fundo os motoristas, estreitando a relação entre transportadora-carreteiro, que é importante na identificação de problemas e elaboração de suas soluções.

 

Leia também: Como otimizar as operações no transporte rodoviário

Realizando o registro das operações executadas

Por último, mas não menos importante, podemos citar o controle. É importante manter um histórico de transportes realizados com cada motorista.

Nesse registro, pode constar:

  • quantos fretes ele fez;
  • quantos imprevistos ocorreram;
  • quanto é o desvio de frete (quanto a mais ou a menos ele aceita do que geralmente é oferecido);
  • traços marcantes e evidentes de personalidade;
  • rotas que fez pela empresa e etc.

Esses registros ajudarão muito na busca de um autônomo adequado para cada tipo de operação e na seleção dos melhores para composição da equipe de motoristas da transportadora.

Conclusão sobre como montar uma equipe de motoristas autônomos (TAC)

Colocando em prática essas ideias, a possibilidade de formar um grupo de carreteiros competentes é consideravelmente alta.

Pois dessa forma é possível separar motoristas ruins – que não cumprem horários acordados e não atendem as demandas da empresa – dos motoristas bons e competentes, que são conhecidos, confiáveis e fáceis de se trabalhar.

 

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